Encenada pela primeira vez em 1920, ‘Flôr Tapuya’ é uma ‘comédia de tipos’, essencialmente brasileira e temperada por brejeirice e humor até hoje muito familiares ao público.
Sabe-se, por críticas da época, que ‘Flôr Tapuya’ foi um retumbante sucesso de público, e que viajou por várias cidades após a temporada de estréia no Rio de Janeiro, consagrando o grupo musical de Pixinguinha e suas canções, que se tornaram imediatamente populares.
A música genial de Pixinguinha, em sua primeira e histórica incursão como compositor no teatro musicado, encontra, no libreto, ocasião para passear por procissões, quermesses, coros de lavadeiras, choros, canções de amor, sambas-canção, sambas jocosos e ave-marias, gêneros indicados pelos autores e que formam um rico painel da música popular brasileira em seus primórdios.
SINOPSE
A história se passa numa cidade do sertão do Sergipe e seus arredores, onde vivem em ódio ancestral as famílias dos coronéis Menezes e Nitão. Os caprichos do amor, no entanto, unem João Lucio Menezes e Rosa Nitão, a Flôr Tapuya. O romance dá-se às escondidas, acobertado pela boa Sá Candinha. O trio pretende agir lentamente, fazendo ceder aos poucos a animosidade entre as famílias. Mas o súbito assassinato de Pedro Corisco (irmão de João) por Zé Coxo (irmão de Rosa), devido a um desentendimento provocado pela prostituta Dente de Ouro, antecipa os acontecimentos. O casal de namorados vê-se forçado a fugir da cidade em meio a grande alvoroço. Acabam se instalando em uma choupana distante, esperando poder viver em paz ali. Contudo, as reviravoltas da trama continuam e eles são encontrados pelo pai de Rosa e seus capangas. Segue-se uma cena de ação em que, depois de resistir ao máximo, o casal acaba conseguindo escapar antes de a choupana ser incendiada pelo coronel Nitão, mesmo sob risco de queimar viva sua própria filha.
João e Rosa refugiam-se na casa de Sá Candinha, que manda chamar o vigário para consumar de uma vez o casamento.
A trama conclui-se fiel a seu acento romântico, como um folhetim à moda antiga. Já casados, Lucio e Rosa estão, mais uma vez, prestes a fugir, mas são alcançados por Menezes que lhes roga uma praga cheia de presságios e rancor. Só resta aos jovens abandonarem aquele lugar onde a liberdade de seu amor não pode ser aceita, na esperança de que ele seja, um dia, o antídoto para o ódio que os cerca.
ESTREIA: dia 16 de setembro (6ªf), às 20h
LOCAL: Teatro Carlos Gomes – Praça Tiradentes, 19 – Centro tel: 21 2232.8701
HORÁRIOS: 5ª a sábado, às 20h; domingo, às 19h DURAÇÃO: 1h40
INGRESSOS: R$20,00 e R$10,00 (meia entrada)
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 14 anos TEMPORADA: até 30 de outubro
